Diz aí quem nunca fez papel de idiota? Tenho certeza que as vezes faço parte de uma versão do " O Show de Truman ", e juro não é um sintoma de egocentrismo incontrolável. Só pode ser, me reconheço em vários personagens de filmes que vejo diariamente.Se olhar pro passado recente da minha vida, desde que vim morar em Curitiba perdi a malandragem de ser um bicho do mato despreocupado.Maldita cidade em que você se sente obrigado a estar com alguém, mesmo sendo a pessoa mais solitária do mundo.E a música Julio?
Desde quem vim pra cá a música sempre foi uma saída, em 1989 ficava no carro do meu pai ouvindo música enquanto as "crianças" brincavam na rua. Anos depois descobri o outro lado, virar músico.
E o papel de idiota Julio?
Lembro de na época de colégio ser extremamente apaixonado por uma menina chamada Jeniffer, foram anos apenas olhando, admirando aquela menininha, eu ja tinha banda e sempre que ensaiava ou tocava imaginava que poderia além do prazer pessoal usar aquilo como uma forrma de conquista.olha o idiota aí gente.
Bom não foi por isso, mas acabei ficando com ela durante uns dois anos. Desde esta época, um disco servia pras noites triste e solitarias.
"Marisa Monte, Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão". Pô tantos discos no mundo, Blues, Jazz, pra se ouvir com mais elegância nestas horas, mas vai fazer o que?.O disco é foda, ao menos pra mim.
Durante anos este disco só tocava em momentos trash´s. Não é um disco de festa definitivamente.
Lembro de ele ter sido companhia nas viagens tristes de volta de Chapecó.Outra época que foi muito criativa e feliz.
E concerteza aquela cidade virou minha Shangri-la.
Tudo por causa de uma menina muito doce chamada Julia.
Em resumo, o lance é fazer o papel de idiota se for preciso, sendo você o tempo todo, é isso que vale.Sempre.
Acho que as melhores músicas, foram feitas quando os sentimentos eram os mais fortes, é isso que vale.Sempre.
Por isso sempre vivo e trabalho com os sentimentos a tona. As vezes dá certo.
A maioria das vezes, no fim da noite, este disco vai pra vitrola.Enquanto o mundo gira feliz lá fora. É só ouvir qualquer música, qualquer letra do disco que saberá que ele é um ótimo remédio, ou um placebo, já que não há doença!.
Não acho que faço errado, indiferente do resultado.Continuo o mesmo desde 1978.
Várias histórias desde então.Por isso ser idiota é estar vivo.
E sempre serei, ou farei idiotices porque no final das contas sei que serei coroado rei de mim.
E bora apertar o play porque amanhã é dia de começar outra história.
Um comentário:
ter sentimentos não é ser idiota, é ser raro.
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